Mar
Wednesday, February 13th, 2008
Meu portinho é um canto
De (en)cantos, ruas, vielas
Que transportam sonhos
Quimeras, tantos quiseras
Meu porto é um mar
De ilusões…
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Copyright2008 = Ronaldo Souza
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Esquecer
Friday, February 8th, 2008
Deixar passar o que já passou
Saber que agora é nunca mais
Seguir, seja o que Deus quiser
Não serei feliz, serei por ser…
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© 2007 - Ronaldo Souza
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Reinvenção
Monday, May 21st, 2007
Dói saber que estás ausente
Depois de tantas alegrias
O que mais meu coração sente
Foi a facilidade do teu adeus
Fostes embora sem alarde
Sem ouvir o que eu tinha a dizer
Fiquei só naquela tarde
Como o sapato atirado ao chão
Não vou nutrir amarguras
Ressentimentos de desamor
Seguirei levando a vida
Farei de conta que já esqueci
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© 2007 - Ronaldo Souza
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Tempo fluído
Wednesday, May 16th, 2007
Não sei dizer a essa hora
Em outra hora onde estará
Passa o tempo, passa a hora
Sem demora, sem esperar
Não há como atar as horas
Fazer o tempo não passar
No passatempo foge as horas
Passa a vida e fica o lugar
Esqueça! Não meça o tempo
O tempo passa sem parar
E a vida, não se demora,
Vai embora sem esperar
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© 2007 - Ronaldo Souza
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Destino
Wednesday, May 16th, 2007
Para que eu quero um prumo
Se me sei em desalinho
Rumo solto, varo os caminhos,
Ébrio, tonto de tanto vinho
Caminhei, trilhei sozinho,
Fiz na vida atalhos tortos
Rumei sem ter um só encontro
Uma chegada, porto seguro
Vou tateando, ziguezagueando
Desafiando as gravidades
Numa idade de estar deitado
Sigo em pé contra a vontade
Chegarei a lugar nenhum…
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© 2007 - Ronaldo Souza
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O meu amor
Tuesday, May 15th, 2007
O meu amor não se esgassa
Não se engessa ou tropeça
Nas caudas dos vendavais
O meu querer é bem cigano
Riscado nas linhas da mão
O meu amor é um desengano
É um sentir sem ter razão
E seguirei nessa estrada
Que me levará ao infinito
A esse destino fortuito
Onde se esconde o bem do mal
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©2007 - Ronaldo Souza
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Poetizar
Tuesday, May 15th, 2007
Poesia em mim não explode
Como um mal que não eclode
Chega, aguarda, e incuba
Machuca, adoenta, sacode
Eu a digiro e sou digesto
Sobram gostos manifestos
De borra, pedaços, restos
Que vomito, sufocante
Noutro tempo, num instante
Em um dia, inaudito,
Que, sem querer, regurgito
Solto verbos, saem gritos
E formam-se os versos,
Que sem querer, poetifico,
que na mensagem, identifico
Como a cura de um mal
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© Ronaldo Souza - 2007
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Fúlgido
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Divago impreciso, flutuo no ar
Não deixo impresso o que faço
Desfaço-me em pedaços ao luar
Sou cometa que risca o espaço
E se desfaz depois de passar...
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